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ZH: Oásis no clima árido da economia gaúcha

CAMPO ABERTO | ZERO HORA | PÁGINA 17

A agropecuária deverá ser a única boa notícia a aparecer no resultado do Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho a ser divulgado hoje pela Fundação de Economia e Estatística (FEE). É no segundo trimestre do ano, historicamente, que o peso de uma supersafra fica ainda mais evidente na economia do Rio Grande do Sul.

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Neste ano, após colheita recorde de soja com mais de 15 milhões de toneladas, a variação do setor primário tende a ser superlativa – contrastando com novas quedas na indústria e nos serviços.

– Menos de 2 milhões de toneladas de soja entraram nas contas do PIB do primeiro trimestre. O restante todo virá agora – explica o pesquisador Rodrigo Daniel Feix, do Núcleo de Estudos do Agronegócio da FEE.

O crescimento da agropecuária deverá reduzir o impacto da queda dos outros setores da economia, especialmente da indústria – que vem amargando sucessivas baixas. No primeiro trimestre, quando a agricultura contribuiu basicamente com as safras de arroz e de milho, o PIB gaúcho encolheu 1,3%. O setor primário, no período, cresceu 1,1%.

Agora, com a supersafra de soja contabilizada, a agropecuária deverá reinar sozinha entre os números positivos do PIB estadual. Mas, por melhor que tenha sido a safra de grãos, ela tem um efeito limitado diante de uma recessão tão forte nos demais setores.

– Os números irão nos mostrar o quanto a agropecuária ainda consegue segurar a economia – completa o economista Roberto Rocha, coordenador das contas regionais da FEE.

Embora a agropecuária participe diretamente com 9% do valor adicionado bruto estadual, sabe-se que os efeitos da produção primária são bem maiores – representando, indiretamente, quase 30% do PIB total. Uma baita responsabilidade para carregar sozinha nas costas.