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20/07/2016 – JC: Auditores fiscais paralisam atividades no terminal da Capital e em cidades do Interior

JORNAL DO COMÉRCIO | ECONOMIA | PÁGINA 12

O movimento de paralisação dos auditores fiscais, que na última semana afetou portos, aeroportos e até a Zona Franca de Manaus, se repetiu ontem no aeroporto Salgado Filho. Assim como na quinta-feira passada, os servidores da Receita Federal paralisaram, nesta terça-feira, as suas atividades no terminal de cargas da Capital. A demanda principal da categoria é a edição de uma Medida Provisória (MP) que torne efetivo o reajuste acordado com o governo em março.

“O que mais nos incomoda é que a maior parte das categorias de servidores federais fez seus acordos e foi contemplada, enquanto o nosso nunca foi enviado ao Congresso”, argumenta o auditor fiscal Roberto Vaz Góes, que atua no despacho aduaneiro do Salgado Filho. Como o Congresso está em recesso, a MP seria a única forma de tornar efetivo o acerto. O acordo assinado por ambas as partes previa a primeira parcela do reajuste para agosto. Ao todo, o reajuste acordado é de 21,3% dividido em quatro anos, além de bônus por produtividade.

Também auditor fiscal da seção de despacho aduaneiro, Cesar Francisco Manjabosco argumenta que a categoria esperou até o último momento para dar início às paralisações, o que só foi feito após o início do recesso parlamentar. “Sabemos que causa transtornos às pessoas e empresas, e lamentamos ter que fazer isso, mas é a forma que achamos de chamar a atenção”, defende Manjabosco. O auditor ainda afirma estranhar que as categorias que não ainda tiveram seus reajustes regulamentados são as que estão ligadas diretamente às operações Lava Jato e Zelotes, como os magistrados e a Polícia Federal.

No porto do Rio Grande, os auditores fiscais também anunciaram paralisação a partir de ontem, com a mesma demanda. A assessoria do porto afirma que, como há um espaço de tempo entre a liberação dos fiscais e a efetiva movimentação das cargas, ainda não há complicações nos terminais, o que pode vir a acontecer nos próximos dias.

A equipe que atua no Armazéns Gerais do Banrisul (Bagergs), em Canoas, iniciou mobilização ontem. No Terminal do aeroporto Salgado Filho, a operação padrão provocou a acúmulo de cargas para a entrada ou saída do posto. No Chocolatão, edifício-sede do Ministério da Fazenda na Capital, mais de 100 auditores seguiram a recomendação da Delegacia Sindical do Sindifisco Nacional e não assinaram o ponto nem realizaram atividades.

A operação padrão também ocorreu em Uruguaiana, com longas filas de caminhões no Porto Seco e também nas cidades de Porto Xavier e Porto Mauá. O sindicato calcula em cerca de 100% a adesão à mobilização, que segue amanhã com paralisação e operação padrão nos terminais e fronteiras. A categoria diz que não suspenderá o movimento realizado pelo País até que a MP seja publicada.

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